Boas Vindas

Por que adotamos o nome Igreja Batista Histórica?
A escolha de um nome para uma igreja local é uma oportunidade de expressar algo sobre a sua identidade. Uma vez que a palavra “igreja” passou a significar tantas coisas diferentes, tornou-se útil denominar igrejas conforme as crenças de cada grupo.

Ganharam logo o apelido de “batistas” os cristãos protestantes na Inglaterra que adotaram a prática de batizarem somente aqueles que professam a fé. Hoje essa prática é comum a diversos grupos, muitos dos quais não usam o nome “batista”, preferindo nomes que ressaltam outros pontos distintivos. Ao mesmo tempo, o nome “batista” tem sido herdado por pessoas que nem sempre aderem às mesmas convicções daqueles que, a princípio, foram identificados por esse nome. Consequentemente, na atualidade, quando uma igreja é chamada de “batista”, não se sabe, só por conta disso, o tipo de igreja de que se trata.

Ao acrescentar a palavra “histórica” ao nome batista, nosso objetivo é o de comunicar que nossa igreja se alinha com as doutrinas e práticas que historicamente definiram a identidade batista. No contexto atual, isso significa que nos distinguimos de algumas igrejas denominadas batistas que estão em desarmonia com o que é, comprovadamente, a crença histórica dos batistas. Ao mesmo tempo, prezamos comunhão com igrejas que, assim como a nossa, preservam, em nossos dias, os mesmos valores bíblicos que têm sido tão caros aos nossos irmãos em Cristo de todas as eras.

Historicamente, o nome Batista pertence a cristãos evangélicos. Com a ascensão do liberalismo teológico no século XIX, algumas igrejas (inclusive algumas denominadas batistas) abandonaram verdades essenciais à fé cristã, como a inerrância das Escrituras, a doutrina da Trindade, o nascimento virginal de Cristo, sua ressurreição física e a sua segunda vinda literal, entre outras coisas. O nome “Igreja Batista Histórica” visa assinalar que, assim como os batistas originais, nós sustentamos a fé cristã histórica.

Os primeiros batistas eram cessacionistas. Com o início do movimento pentecostal no século XX, muitas igrejas têm abraçado a crença na contemporaneidade dos dons miraculosos e na continuidade de revelações após o encerramento do cânon das Escrituras. Nossa posição ecoa a Confissão de Fé Batista de 1689 que declara que Deus se serviu de tornar escrita a sua revelação, “tendo cessado aqueles antigos modos em que Deus revelava sua vontade a seu povo.”

Aqueles que nos legaram o nome Batista eram calvinistas. No século XVII, quando o nome “Batista” passou a ser usado pela primeira vez para denotar uma denominação cristã, ele foi aplicado a dois grupos. O movimento dos Batistas Gerais teve início na Inglaterra em meados de 1610. Foram assim chamados por serem um grupo de credobatistas que seguiam a teologia arminiana, que advoga uma expiação geral. Na década de 1630, também na Inglaterra, outro grupo teve seu começo. Seus integrantes foram chamados de “Batistas Particulares” para diferenciá-los dos Batistas Gerais e chamar atenção ao fato de defenderem a teologia reformada com sua doutrina de expiação particular.

O movimento Batista cresceu rapidamente na Inglaterra, de modo que, em 1660, haviam 131 igrejas Batistas Particulares e 115 Batistas Gerais. Mas a denominação arminiana não preservou ortodoxia. Em 1697, apenas 6 de suas congregações criam na Trindade. Em pouco tempo, toda aquela denominação se tornou apóstata e, por fim, sumiu por completo, sem deixar legado para nossos dias.

Já o movimento Batista Particular cresceu e se espalhou pelo mundo. William Carey (fundador do movimento moderno de missões), membro de uma Igreja Batista Particular na Inglaterra, levou o evangelho para a Índia. Os Batistas calvinistas cresceram extraordinariamente nos Estados Unidos da América, onde deram origem a várias associações, inclusive a Convenção Batista do Sul, a qual enviou os primeiros missionários batistas ao Brasil. De igual modo, a maioria das igrejas batistas no mundo hoje podem traçar sua origem diretamente ao movimento batista calvinista inglês do século XVII. Embora várias igrejas batistas passaram, posteriormente, a se identificar como arminianas, nós, em consonância com nossos predecessores históricos, entendemos que a salvação é somente pela graça soberana de Deus.

Ao longo de sua história, os batistas nunca aceitaram a ordenação feminina. Enquanto algumas igrejas denominadas batistas hoje estão admitindo o ministério de pastoras, essa prática é contrária à Bíblia e constitui um esforço de acompanhar os conceitos da sociedade contemporânea, ao invés de seguir a Palavra de Deus.

Os batistas originais observavam o Princípio Regulador no culto. O termo “Princípio Regulador” refere-se ao princípio sustentado por igrejas reformadas de somente admitir no culto a Deus aquilo que é explicitamente ordenado nas Escrituras. Em respeito a esse princípio, as igrejas batistas sempre deram proeminência à pregação bíblica no culto e zelaram por manter uma liturgia solene, com música reverente, sem danças nem expressões teatrais.

Sabemos que toda igreja tende a se deformar. Por isso, somos instruídos a batalharmos, diligentemente, pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos (Jd. 4). Os reformadores perceberam que a igreja deve estar sempre se reformando, sempre voltando-se às Escrituras e vigiando contra qualquer desvio. Nosso objetivo é não perder isso de vista, mas ser fiel a nosso Senhor, servindo, por meio do Espírito Santo, até aquele dia em que veremos o nosso Senhor face a face.

 

PROGRAMAÇÕES REGULARES

Domingo

Escola Bíblica Dominical: 09:30 h

Culto Vespertino: 19:30 h

Quinta-feira

Estudo Bíblico e Oração: 19:30 h

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Como uma Igreja de Fé Reformada adotamos principalmente a pregação expositiva.

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